domingo, 20 de março de 2011

Uma manhã de domingo

Depois de um sábado à noite perfeito, onde fiz uma janta maravilhosa para o Luciano e parte de sua família, amanheci domingo meditando. Depois de um bom chimarrão, resolvi olhar o filme “Lembranças” que havia locado na sexta-feira.

Filme mais que perfeito, com um final surpreendente, onde trabalha como cada um supera uma perda, especificamente perda por morte.

Ah, a morte... Única certeza da vida... Um dia a pessoa que mais amamos, a pessoa mais próxima de nós irá partir. Acontece com todos, aconteceu comigo, e 3 vezes já...

A primeira em 11 de setembro de 2001, sim, 11 de setembro, onde todos identificam a grande tragédia dos EUA, eu me lembro de uma grande perda pessoal. João Carlos Machado Duarte, o “tio Cacaio”, meu único padrinho ativo em minha vida. Nadando em um clube de Porto Alegre, um dia antes, um aneurisma, hospital Mãe de Deus... Dia 11, último a vê-lo com vida... Falecimento... Meu chão se tinha ido, minha base, mais que um padrinho, um companheiro, um amigo. Se foi.

A segunda vez, 8 de março de 2003, Dia Internacional da Mulher, perdi a mulher de minha vida. Sim, um câncer, hospital São Sebastião Mártir, minha mãe, todos nós derrotados por uma doença, mais uma vez. E dessa vez, derrotados mesmo, desde esse dia, nunca mais soube o significado da palavra FAMÍLIA. Começo pela minha avó (mãe de minha mãe), quantos anos sem a ver? Tentei aproximação, rejeitou minha visita, não tinha tempo pra me atender, e segundo ela, “o Marcos pode dormir embaixo da ponte”. Palavras essas, ditas instantes após o enterro de minha mãe. Meus tios, por parte de mãe, nunca vieram em minha nova casa, Meu pai, minhas irmãs? Vieram aqui por passeio? Não me lembro. Última vez que jantaram aqui? Pra contar que a Mary estava esperando a Princesa Isabella. Ah família...

Então em que se apegar? Namorada? Estava indo passar 10 meses na Noruega, sim, 10 meses longe de seu dia a dia... E agora, se agarrar em quem?

Pastor Francisco de Paula Cunha de Miranda... um homem de Deus. Me levou aos maiores conhecimentos da Palavra de Deus, me levou aos mais profundos mistérios, e desafiou a lei humana, a lei da nossa sociedade. Sem palavras para descrevê-lo, e uma facada no peito, um assassinato o levou dia 20 de dezembro de 2008. Seria a terceira vez que tinha enfrentado a morte de perto... E como superar?

Queria me agarrar em uma pessoa, mas como? Pra morte me encontrar novamente? Destruir meu chão novamente? Então, o que fazer?

"O que quer que você faça na sua vida será insignificante, mas é muito importante que você faça, porque ninguém mais o fará" Mahatma Gandhi

Com isso Deus, mais perto de Ti, quero estar, aonde quer que eu vá...

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